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Marconi entrega o PSDB ao sucessor, o ex-governador de Minas Aécio Neves
Marconi Perillo entrega PSDB como entregou Goiás em 2018
28/11/2025, às 11:49 · Por Redação
A saída de Marconi Perillo da presidência nacional do PSDB, nesta semana,
reforça um paralelo em sua trajetória como líder dos quase 20 anos em Goiás: o
ex-governador entrega o ninho tucano para Aécio Neves em um estado de esvaziamento
político e desidratação eleitoral, cenário que remete diretamente à crise
financeira e institucional que ele (e seu sucessor, José Eliton) legou em 2018.
Perillo assumiu o comando do PSDB em 2023 com a missão de
estancar a extinção do partido, mas o deixou ainda mais fragilizado, sem um
projeto nacional consolidado e com a moral baixa.
A situação do PSDB encontra reflexo na herança deixada em
Goiás, conforme evidenciado por órgãos de controle e pelo sucessor, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil).
Colapso Financeiro: Em 2018, o estado foi entregue em um
processo de insolvência. O governo anterior deixou um débito de R$ 1,6 bilhão
apenas na folha de pagamento de dezembro de 2018, sem disponibilidade de caixa,
conforme o Relatório de Gestão Fiscal de 2019.
Contas Reprovadas e Endividamento: O Tribunal de Contas do
Estado (TCE-GO) reprovou as contas de 2018 (apontando 40 irregularidades). A
dívida total do estado havia disparado de R$ 8,4 bilhões em 2000 para R$ 19,6
bilhões ao final de 2018, mantendo Goiás com nota C na Secretaria do Tesouro
Nacional (STN) e impedindo novos empréstimos com garantia da União.
Crise com Municípios e Servidores: A gestão acumulou R$ 220
milhões em dívidas com prefeituras (afetando saúde e educação) e não repassou
aos bancos os valores descontados dos servidores para empréstimos consignados,
gerando a negativação indevida de muitos trabalhadores.
Calçadas Tarifárias: A administração também deixou um legado
de taxas elevadas, como o custo das placas veiculares (R$ 220) e vistoria (R$
150), que foram imediatamente reduzidas pelo governador Ronaldo Caiado,
devolvendo cerca de R$ 140 milhões ao bolso dos goianos apenas com mudanças no
Detran.
Em 2019, a Assembleia Legislativa (Alego) reconheceu
oficialmente a calamidade financeira do Estado, confirmando a
insustentabilidade fiscal herdada. A semelhança entre o estado financeiro de
Goiás em 2018 e a desidratação do PSDB Nacional agora sublinha o desafio de
gestão deixado pelo ex-governador em suas saídas de grandes postos de comando.
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