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Goiânia, 29/11/25
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Justiça determinou o arquivamento do inquérito que investigava a médica Bianca Borges Butterby, presa durante operação da Polícia Civil em 20 de maio deste ano

Nada de Mounjaro falsificado: Justiça arquiva inquérito de médica e defesa promete ações por danos

28/11/2025, às 09:20 · Por Redação

A Justiça determinou o arquivamento do inquérito que investigava a médica Bianca Borges Butterby, presa durante operação da Polícia Civil em 20 de maio deste ano. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) concluiu que não houve crime e reconheceu a inexistência de irregularidades no exercício profissional, após análise de documentos, notas fiscais, laudos e pareceres técnicos. A decisão judicial revogou todas as medidas cautelares impostas à médica. Segundo a defesa, a prisão e a investigação foram motivadas por denúncia sem fundamentação e conduzidas de forma precipitada.

O advogado Darô Fernandes afirmou  que a operação teve contornos de “exposição indevida”, com divulgação de conclusões não sustentadas tecnicamente. “O delegado disse que ela vendia Mounjaro falsificado, que exercia a medicina ilegalmente e que fazia propaganda enganosa. Nenhuma dessas acusações se sustentou. Era tudo afirmação sem base técnica”, disse.

O MP destacou três pontos centrais no arquivamento do caso:
- o relatório emitido pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) afastou ilegalidades na atuação da médica;
- o laudo do Instituto de Criminalística constatou apenas a presença de lidocaína, substância permitida;
- não houve falsificação de tirzepatida ou manipulação irregular de medicamentos.

De acordo com o Ministério Público, Bianca Borges é médica regularmente habilitada, o que afasta qualquer imputação de exercício ilegal da profissão.

Fiança
Após a prisão, a Delegacia de Atendimento ao Turista fixou fiança de R$ 150 mil. O valor foi elevado para R$ 250 mil pelo Judiciário e, posteriormente, reduzido para 10 salários mínimos pelo Tribunal de Justiça de Goiás. Mesmo após o parecer do MP pelo arquivamento, algumas restrições foram mantidas inicialmente pelo juiz do caso. Após embargos da defesa, o magistrado revogou todas as medidas e determinou o arquivamento definitivo.

Defesa
Com a conclusão das investigações e o encerramento do inquérito, a defesa informou que ingressará com ações indenizatórias por danos sofridos durante a operação. “Vamos ingressar com ação contra o Estado. Houve violação da liberdade, exposição nacional e danos profundos à imagem profissional e pessoal dela”, afirmou Fernandes.

O advogado também disse que avalia incluir o nome do delegado Humberto Teófilo como parte das ações. “Estamos estudando uma ação direta contra ele, porque a atuação extrapolou os limites legais e contribuiu para a destruição da reputação dela. Isso não ficará sem responsabilização”, afirmou.


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