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Obras previstas no Novo PAC terão capacidade conjunta superior a 190 mil m³ e seguem diretrizes de estudo da UFG sobre drenagem urbana
Goiânia prepara dois novos reservatórios para conter alagamentos na Marginal Botafogo
13/11/2025, às 09:30 · Por Redação
A Prefeitura de Goiânia definiu como prioridade a construção de dois reservatórios para ampliar a capacidade de contenção de cheias na Marginal Botafogo. As obras, já em fase de projeto, devem receber recursos federais do Novo PAC e foram selecionadas com base no Plano Diretor de Drenagem Urbana de Goiânia (PDDU-GYN), elaborado pela Universidade Federal de Goiás (UFG). A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) também estuda intervenções nas marginais Cascavel, Macambira e na bacia do Rio Meia Ponte, que aguardam definição de orçamento.
A superintendente de Obras e Infraestrutura, Flávia Ribeiro, afirma que o plano técnico da UFG passou a orientar as ações estruturais do município. “O plano é macro, ele faz uma leitura de toda a cidade, indicando os pontos mais críticos e as soluções possíveis. Agora cabe à Prefeitura transformar essas diretrizes em projetos executivos para, depois, licitar e executar as obras”, disse.
O primeiro reservatório será instalado entre a Avenida 2ª Radial e a Rua Nonato Mota, em um ponto elevado do terreno. A estrutura armazenará até 22 mil metros cúbicos de água, volume correspondente a cerca de nove piscinas olímpicas. O local já foi definido pelo estudo, mas o detalhamento executivo ocorrerá em etapa posterior.
A segunda intervenção será construída no leito do Córrego Botafogo, após a Avenida A. O projeto prevê escavação e construção de um barramento, formando reservatório com capacidade estimada em 175 mil metros cúbicos, equivalente a mais de 70 piscinas olímpicas. O reservatório funcionará como contenção, reduzindo o fluxo de água em direção às áreas mais baixas da via durante tempestades. Por estar em área de preservação permanente (APP), o custo de desapropriação deve ser menor.
O projeto executivo desta segunda obra deverá avaliar condições do solo, estrutura do aterro e outras exigências técnicas para execução. O PDDU aponta ainda outras obras na região da Botafogo. Entre elas:
- intervenção próxima à Avenida Independência, com remoção de trecho do canal e instalação de estrutura para diminuir a velocidade da água;
- criação de um reservatório no Córrego Areião, fora do leito principal, com capacidade para 21 mil metros cúbicos;
- construção de barramento transversal no Córrego Capim Puba e instalação de bueiro de 1 metro, formando reservatório de 33 mil metros cúbicos;
- proposta de elevar o nível do Lago das Rosas em 1,5 metro ou aprimorar sua ligação com a galeria subterrânea.
Outra intervenção no Capim Puba prevê reservatório de 106 mil metros cúbicos, em área pública ou APP. Três locais adicionais seguem em estudo e dependem de previsão orçamentária.
Cascavel, Macambira e Meia Ponte
No corredor da Marginal Cascavel, o plano indica seis obras: quatro fora do córrego e duas no leito. Na bacia do Córrego Macambira, há oito intervenções sugeridas, incluindo duas barragens, um reservatório e cinco elevações de vias. Para a região do Rio Meia Ponte, o diagnóstico recomenda duas ações em pontos de travessia:
- na Rua da Divisa, no Córrego Jaó, com manutenção do bueiro existente e elevação da pista para permitir acúmulo temporário da água;
- na Rua Gameleira, no Córrego Gameleira, onde os quatro bueiros atuais seriam mantidos, mas com elevação do nível da pista da cota 674,5 para 676 metros.
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