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Pró-Reitoria da UFG afirma que viabilidade será analisada em setembro e que haverá espaço para diálogo com entidades do setor

UFG responde críticas sobre novo curso de Engenharia Farmacêutica

29/08/2025, às 09:34 · Por Redação

A Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), se manifestou nesta quinta-feira (28/8) após a repercussão negativa de entidades farmacêuticas sobre a proposta de criação do curso de Engenharia Farmacêutica, conduzida pelo Instituto de Química (IQ).

Em nota enviada ao portal Mais Goiás, a instituição informou: “No momento, o estudo de viabilidade de criação do curso de Engenharia Farmacêutica está na pauta de discussão da Câmara de Graduação prevista para o mês de setembro. Durante todo esse processo, haverá espaço para o diálogo, a fim de que se tome, ao final, a melhor deliberação”.

A proposta provocou reação imediata do Conselho Regional de Farmácia de Goiás (CRF-GO), da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) e do Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás (Sinfar-GO). Em notas públicas, as instituições repudiaram a iniciativa, alegando que a medida pode gerar sobreposição de atribuições, fragmentação da formação acadêmica e insegurança no mercado de trabalho.

O CRF-GO classificou a ideia como “redundante e desnecessária”, ressaltando que o curso de Farmácia já abrange todas as competências necessárias para atuação na indústria, incluindo pesquisa, desenvolvimento, produção e controle de qualidade de medicamentos, vacinas e biofármacos.

A entidade também formalizou, em ofício encaminhado à reitora Angelita Pereira de Lima no dia 22 de agosto, que a criação da graduação poderia gerar “insegurança jurídica e institucional”, já que não existe regulamentação específica para o exercício do engenheiro farmacêutico no Brasil.

Debate
Fenafar e Sinfar-GO reforçaram que a proposta representa um “equívoco conceitual”, por não se originar claramente da Farmácia nem da Engenharia, mas da Química. Segundo as entidades, reduzir a formação em fármacos a aspectos meramente técnicos ignora a essência do farmacêutico como profissional de saúde, cuja atuação vai além da indústria, alcançando a promoção do cuidado humano e animal.

As instituições alertaram ainda que a criação do curso pode expor estudantes ao risco de se formarem em uma carreira sem reconhecimento legal, o que criaria um “limbo regulatório e profissional”.


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