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Tá morrendo gente demais na boca de cachorro grande e não dá mais pra empurrar tal fato com a barriga

Coluna do Pablo Kossa: Não dá mais pra deixar cachorro grande matar gente na rua

04/07/2025, às 14:03 · Por Pablo Kossa

Mais um caso de morte envolvendo ataque de cachorro de grande porte. Agora, um garoto de quatro anos veio a óbito após um pitbull partir pra cima dele em Itumbiara. Que lástima.

 

Não dá mais para empurrarmos esse assunto com a barriga. Está na hora de um debate sério sobre como lidar em sociedade com esses cachorros de grande porte.

 

Primeiro ponto é fazer a lei valer. Sem conversinha, sem tergiversação. Existe legislação em Goiânia que proíbe o passeio de qualquer cachorro fora da coleira. Caso seja de grande porte, a focinheira também é obrigatória. Não dá mais pra fingirmos que essa lei não existe.

 

Prefeito Sandro Mabel, chegou a hora de colocar a Guarda Municipal nessa função.

 

Governador Ronaldo Caiado, esse serviço cabe também à Polícia Militar.

 

Para que as duas corporações passem a agir nessa fiscalização é preciso só uma coisa: a ordem. A sociedade espera.

 

É inconcebível essa história brasileira de lei que pega e lei que não pega. A das coleiras e focinheiras não pegou. Pra pegar, é preciso que o poder público esteja determinado. Não dá mais pra aceitar gente morrendo, sendo mutilada, famílias amedrontadas nas calçadas, praças e parques por conta do comportamento irresponsável de tutores.

 

Está na hora da ação.

 

E temos o segundo ponto. Os ataques dentro de casa também acontecem com triste frequência. Como vamos lidar com os pitbulls? Reino Unido, Espanha, Rússia, Argentina e outros 20 países proíbem a raça. EUA, Austrália, Alemanha e Japão determinam que há regras específicas para sua adoção. O rottweiler é banido, entre vários lugares, na Espanha, França, Itália, Romênia, Portugal e Equador. 

 

Sei que já tem gente falando “mas o meu é bonzinho e dócil”, “meu filho enfia a cabeça dentro da boca do bicho e ele não faz nada”. Não tenho dúvidas de que isso é verdade. O problema é que se um dia o bicho tiver um ataque de fúria, infelizmente não haverá segunda chance para evitar o problema.

 

Passou da hora do Brasil encarar esse debate com franqueza. Tá morrendo gente demais na boca de cachorro grande e não dá mais pra empurrar tal fato com a barriga.

 
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