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Goiânia, 19/06/24
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Projetos com foco em BRT, VLT e metrôs em Goiânia e Região do Entorno do DF serão analisados com objetivo de melhorar a infraestrutura de transporte público e buscar novas formas de financiamento

Goiânia pode ser contemplada com duas propostas após estudos do BNDES em mobilidade

08/06/2024, às 09:28 · Por Redação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em colaboração com o Ministério das Cidades, anunciou o início de um estudo de mobilidade urbana que englobará 21 metrópoles brasileiras. O foco é identificar e otimizar projetos de média e alta capacidade, como BRTs, VLTs e metrôs, além de explorar novas formas de financiamento e melhorar a gestão integrada entre os diferentes entes federativos.

Goiânia está entre as cidades contempladas pelo estudo, com dois projetos específicos a serem analisados. Além disso, a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), que inclui Luziânia, Águas Lindas e Valparaíso, possui três propostas que também serão avaliadas por uma consultoria especializada.

Ao jornal Opção, o subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte do Governo de Goiás e presidente do Fórum de Mobilidade (Mova-se), Miguel Ângelo Pricinote, comentou sobre a primeira reunião do Grupo de Trabalho da Ride, realizada na semana passada. “Na Ride, temos os projetos do BRT de Luziânia/Santa Maria, que estão no PAC, uma iniciativa da CBTU para um VLT ligando Valparaíso ao metrô de Brasília, e um projeto de Águas Lindas ao plano piloto no Distrito Federal”, explicou.

Em Goiânia, o estudo se concentrará no BRT Norte/Sul e na reforma do Eixo Anhanguera, visando à integração desses sistemas. Pricinote destacou a importância desse apoio. “A questão de Goiânia é mais tranquila, pois já estamos implementando o Novo Plano Operacional para adequar esse sistema. O BNDES vem para apoiar esses projetos e pensamos também em ampliar essas ligações, como a do Eixo Anhanguera que chega em Goianira e Trindade”, pontuou.

Apesar de Goiânia já possuir um órgão responsável pelo planejamento e gestão do transporte coletivo, Pricinote destacou que a proposta do BNDES será crucial para melhorar a infraestrutura existente. “O Eixo já chegou a carregar 30 mil passageiros no pico e Goiânia já validou, em um único dia, mais de 1,2 milhão de usuários no transporte coletivo. A demanda caiu muito, mas a infraestrutura ainda tem espaço para melhorias. Por exemplo, nosso BRT ainda é lento por questões semafóricas e de trânsito. Com esse apoio, vamos avançar nessas discussões”, garantiu.

Para o futuro, Pricinote vislumbra a possibilidade de novas conexões regionais: “Com a conclusão do anel viário, novas propostas de modais de transporte devem ser pensadas. Quem sabe em um futuro mais longínquo conseguimos interligar Goiânia, Anápolis e Brasília por meio de uma solução ferroviária. Nós temos essa demanda por expansão da mobilidade, não só na região de Goiânia, mas também com outras cidades”.

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, que terá duração de 12 meses, será a base para a elaboração da Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana, projetada para os próximos 30 anos. Além de identificar projetos de média e alta capacidade, o estudo abordará a integração das redes de transporte, novas alternativas de financiamento e a gestão coordenada entre os entes federativos.

A pesquisa, que visa promover a parceria da União com as regiões metropolitanas, ajudará na formação de uma carteira de projetos de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), incentivando investimentos para a melhoria dos serviços públicos no âmbito do Novo PAC.

Entre as cidades-sede contempladas pelo estudo estão Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Santos, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Goiânia, Distrito Federal, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Teresina, São Luís, Fortaleza, Belém e Manaus.

“O estudo será essencial para mapear os projetos de alta e média capacidades (trens, metrôs, VLTs e BRTs) nas maiores regiões metropolitanas do país, contribuindo para a redução do déficit histórico de investimentos no setor”, afirmou Felipe Borim, superintendente da Área de Infraestrutura do BNDES.

Diretor de Regulação da Mobilidade e Trânsito Urbano da SEMOB do Ministério das Cidades, Marcos Daniel Souza dos Santos ressaltou a importância do estudo: “Este estudo em parceria com o BNDES é uma grande oportunidade para o Governo Federal apoiar as regiões metropolitanas na construção de soluções integradas para o transporte público coletivo no curto, médio e longo prazo”.

O Novo Plano Operacional (NPO), implementado pelo Governo de Goiás em abril deste ano, já promove melhorias no transporte público da Região Metropolitana de Goiânia, com investimentos de R$ 1,6 bilhão na reforma de terminais, renovação da frota e construção de pontos de ônibus, além da manutenção do congelamento da tarifa do transporte coletivo desde 2019.


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