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Goiânia, 02/04/20
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Helio Telho: "O presidente não é obrigado a respeitar a lista tríplice mas, como político que é, não vai simplesmente ignorá-la"

Hélio Telho no Correio: “É mentira que Sergio Moro mandava no Ministério Público”

01/07/2019 · Por Eduardo Horacio

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o procurador da República em Goiás Hélio Telho diz ser “mentira” que o então juiz Sergio Moro mandava no Ministério Público por ocasião da Operação Lava Jato. “Veja essa desinformação de que Moro mandava nos procuradores. Isso é uma mentira deslavada. Pinçaram um trecho de diálogos e publicaram fora de todo o contexto, o que conduziu a uma conclusão falsa. Aliás, esse episódio está cheio de desinformação graças ao mau vezo de se pinçar trechos e publicar frases fora do contexto, apenas para render escândalo e com isso atrair audiência ou atender a interesses, sem preocupação com a apuração dos fatos e a investigação das circunstâncias”, opina Telho.

Ele também nega que as mensagens obtidas pelo site Intercept sejam fruto de vazamento interno. “Não houve vazamento interno. Houve invasão e furto de dados. Vazamento interno explicaria a divulgação de mensagens havidas em grupos do Telegram. Porém, vazaram diálogos atribuídos a conversas entre apenas duas pessoas, de modo que só uma delas é que poderia ter vazado em prejuízo próprio. Não é verossímil”, argumenta.

Sobre a lista tríplice eleita pela classe para a Procuradoria-geral da República, Hélio Telho diz que “O presidente não é obrigado a respeitar a lista. Mas, como político que é, não vai simplesmente ignorá-la”. Segundo Telho, Bolsonaro vai levar em consideração a “vontade majoritária da classe, que, como das outras vezes, ofereceu nomes extremamente preparados, ponderados, experientes, com amplo conhecimento sobre as carreiras e o funcionamento do Ministério Público e sobre o seu papel constitucional”.

Ele também critica o desempenho da goiana Raquel Dodge à frente da Procuradoria Geral da República. “Sua gestão à frente da PGR decepcionou parte significativa da classe, que hoje não a vê mais como a liderança de antes. E ela sabe disso, tanto que não se candidatou à lista tríplice”, conclui. 


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