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Goiânia, 03/03/21
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Jackson Rodrigues

Receita primária total foi de R$ 1,6 bi e a despesa R$ 1,3 bi

Iris presta contas na Câmara e aponta superávit de R$ 182,6 milhões no 1º quadrimestre

03/06/2019 · Por Eduardo Horácio

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), presta contas do primeiro quadrimestre de 2019 na Câmara Municipal de Goiânia na manhã desta segunda-feira, 03, e ressaltou no início de seu discurso a importância da manutenção do equilíbrio fiscal e lembra as dificuldades enfrentadas no início da gestão, que apresentava um rombo de quase R$ 1 bilhão e déficit mensal de R$ 31 milhões. 

"Investimentos crescem 54,6%, os recursos destinados para obras chegam a quase R$ 29 milhões nos primeiros quatro meses de 2019. Prefeitura vai aplicar mais de R$ 1 bilhão até 2020", destacou o prefeito. Os dados integram a demonstração do cumprimento das metas fiscais apresentado aos vereadores. 

O resultado primário, diferença entre o que foi arrecadado e o que foi gasto, atingiu R$ 182,6 milhões. O resultado foi muito maior que o resultado primário aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2019 que era de R$ 6,8 milhões. A receita primária total foi de R$ 1,6 bi e a despesa R$ 1,3 bi. 

A maior parte desses recursos, R$ 400 milhões, será empregada na reconstrução asfáltica de 630 quilômetros de vias que, com deficiências estruturais, pelo tempo de 20, 30 anos precisa ser trocado. Outros R$ 380 milhões serão empregados na pavimentação de 31 bairros da Capital, no prolongamento da Avenida Leste Oeste da Rua 74 até a GO-403, construção de três viadutos , da ponte da Avenida Alpes e da Praça dos Esportes e da Cultura (Praça PEC) no Buena Vista IV e no Jardim do Cerrado; na reforma da ponte da Avenida H, aquisição de caminhões de limpeza urbana.

Para viabilizar as obras, a Prefeitura de Goiânia tem em estágio avançado negociações para contratualização com a Caixa Econômica Federal (CEF). Antes, os recursos estavam em tratativa com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e o Credit Suisse Group. A mudança na instituição financeira que operacionalizará o crédito ocorre depois que a Capital obteve nota B no índice de Capacidade de Pagamento (Capag), avaliação de solvência feita pelo Governo Federal, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional (STN),com objetivo de permitir apenas contratos de operação de crédito em volumes sustentáveis.

A alteração na instituição financeira deve resultar em economia de pelo menos R$ 188 milhões. O menor custo na operação de crédito reflete a captação de recursos em moeda brasileira, não mais em dólar estadunidense, sujeito a flutuações cambiais, como estava previsto. Só nos últimos 12 meses, por exemplo, o dólar acumulou 13,33% de oscilações positivas. Além do câmbio, se efetivadas, as contratações externas teriam taxas de juros mais altas do que a ofertada pela Caixa na linha Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa). 



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