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Goiânia, 02/04/20
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A decepção é ainda maior quando se trata de ajuda via empréstimo e não via negociação do passivo, o que elevará ainda mais a dívida

Adiado de novo, possível socorro de R$ 780 milhões de Bolsonaro a Caiado mal paga o resto de dezembro

10/05/2019 · Por Diene Batista

O valor da ajuda federal a Goiás que será enviada hoje ao Congresso Nacional na semana que vem (e não ontem, como prometido antes), conforme informou a jornalista Fabiana Pulcineli em O Popular, será de apenas R$ 780 milhões, o equivalente a 3% da receita do Estado por ano. 

O valor corresponde a um pouco mais do que resta a pagar da folha dos servidores de dezembro, que foi parcelada em seis vezes ao valor total de R$ 1,3 bi. O rombo atual no orçamento atinge 30% dos cerca de R$ 20 bilhões, o que representa em torno de R$ 6 bilhões, 4 apenas de salários e repasses para a Saúde, Educação atrasados. Outros dois são para empresas de asfalto, obras paradas e dívidas com bolsas.  

O governador Ronaldo Caiado (DEM) não esconde a frustração com a ajuda oferecida por Bolsonaro e por não ter apresentado o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF). “Causou um constrangimento. Nós fizemos a tarefa de casa, atendendo tudo aquilo que o governo federal solicitou, na esperança de que tivéssemos rapidamente esse crédito que é fundamental para sobrevivência dos estados. Realmente frustrou a todos nós”, afirmou. 

A decepção é ainda maior quando se trata de ajuda via empréstimo e não via negociação do passivo, o que elevará ainda mais a dívida de Goiás, hoje na casa dos R$ 20 bilhões, com o agravante de o Estado não ter solvência para adquirir novas obrigações. Dificilmente o Tesouro dará concessões sem contrapartida: leia-se enxugamento e projetos que restringem gastos como o do Passe Livre, que Caiado recuou após 40 minutos de protestos, funcionalismo e outros. 


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