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Goiânia, 26/01/21
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A manifestação foi organizada por 14 coletivos e entidades ligadas ao movimento negro

Manifestantes voltam a protestar em Carrefour de Goiânia contra assassinato de homem negro

24/11/2020 · Por Pedro Lopes

O movimento negro de Goiânia realizou nesta segunda-feira (23) novo protesto contra o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, espancado em um supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na última quarta-feira (18).

O ato da capital goiana se soma a dezenas de manifestações contra o caso, que é apontado como possível crime de racismo. Os manifestantes se concentraram no Carrefour da Avenida T-9, no Setor Vila Bela.

Com acessos ao mercado bloqueados, o grupo permaneceu na parte de fora da unidade. Pelo menos dez carros de polícia estiveram no local. Este foi o segundo ato em Goiânia, que tinha recebido outra manifestação no mesmo local no sábado (21).

Entre as faixas e palavras de ordem, os manifestantes pediram por justiça no caso do assassinato. A placa de “seja bem-vindo” do mercado foi pintada com tinta vermelha.

Para uma das líderes da manifestação, Janira Sodré, que faz parte da Rede Goiana de Mulheres Negras, o crime não se trata de um caso isolado. “Não devemos nos calar diante dos fatos cotidianos”, disse Janira ao destacar a importância de seguir repercutindo o caso.

A deputada estadual Adriana Accorsi (PT) compareceu na manifestação. A parlamentar disse que o caso é mais um decorrente do racismo no País.“A luta pela igualdade racial tem de ser a luta por todos que acreditam na democracia. A luta contra a impunidade tem de prevalecer”, disse Accorsi.

A manifestação foi organizada por 14 coletivos e entidades: Coletivo Rosa Parks; Grupo Pindoba; Pretas de Angola; Centro de Referência Negra; Coletivo Novembro Negro; Mães de Maio no Cerrado; Mães Pela Diversidade; Centro Popular da Mulher; Escola Ubuntu; Astral, Associação Coró de Pau; Rede Goiânia de mulheres negras; Associação Quilombo Kalunga e Movimento Negro Unificado de Goiás.



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