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Goiânia, 30/09/20
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Caso nenhuma outra medida seja tomada, o estado enfrenta problemas para arcar com seus compromissos financeiros, inclusive o custeio da folha de pessoal, afirmou o governador

Caiado não garante reabertura do comércio dia 04, quando vence o atual decreto

25/03/2020 · Por Pedro Lopes

O governador Ronaldo Caiado (DEM) não garante que as atividades comerciais e industriais não essenciais reabrem no dia 04 de abril, prazo de vigência do último decreto assinado pelo governador. O primeiro decreto determinou a suspensão das aulas em todo o Estado por 15 dias. Não há, entretanto, uma resposta para o que acontecerá depois deste prazo. "Não existe uma data fixa", disse durante coletiva nesta quarta-feira, 25. 

O governador se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira,24, por meio de videoconferência para discutir respostas econômicas à crise que se instala diante do coronavírus. Também participaram os ministros Paulo Guedes (Economia) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde), além de outros chefes do Executivo da região Centro-Oeste.

Caiado solicitou a compensação de cerca de R$ 4,6 bi de ICMS em Goiás, um dos principais componentes da economia goiana que sofrerá desgaste. “A posição colocada por nós [chefes do Executivo do Centro-Oeste] é que tivéssemos um tratamento diferente do que foi dado ao Norte e Nordeste, já que os problemas são distintos”, disse o governador em post publicado em suas redes sociais. 

Caiado indicou ainda que os governadores solicitem de Bolsonaro a recompensa pela perda do ICMS até dezembro. “A receita que serviu ao Norte e Nordeste, a recomposição do repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE) não resolve para o Centro-Oeste – lá, em alguns Estados isso significa 55% da receita [aqui seria entre 10% e 15%]. No Centro-Oeste é diferente. Temos previsão de queda na arrecadação ICMS que pode chegar a R$ 4,6 bi até dezembro”, alertou Caiado.

Caso nenhuma outra medida seja tomada, o estado enfrenta problemas para arcar com seus compromissos financeiros, inclusive o custeio da folha de pessoal, afirmou o governador. 


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