Poder Goiás
Goiânia, 23/10/20
Matérias
Foto: Divulgação

A ação de Marconi questionava falas de 23 de agosto de 2019, em solenidade em Águas Lindas, quando Caiado disse que “a Saneago foi usada por uma quadrilha para assaltar o Estado de Goiás"

Marconi tenta calar críticas de Caiado, mas Justiça nega pedido

10/01/2020 · Por Eduardo Horacio

A Justiça de São Paulo negou pedido do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) para que o atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), pagasse indenização por danos morais e também fosse proibido de criticar o tucano em público. A decisão, do final de dezembro, é assinada pela juíza Priscilla Bittar Neves Netto, da 32ª Vara Cível do Foro Central Cível. O furo é de Rubens Salomão, do jornal O Hoje 

A ação questionava falas de 23 de agosto de 2019, em solenidade em Águas Lindas, quando Caiado disse que “a Saneago foi usada por uma quadrilha para assaltar o Estado de Goiás e não para melhorar a vida da população”, e que “Goiás ficou nas mãos de uma quadrilha”. Consta da sentença que “não se verificou abuso ou excesso nas palavras” e que “as partes são adversários políticos, que ocupam ou ocuparam cargos públicos, de modo que possuem a ciência da possibilidade de serem alvos de opiniões alheias e acusações, situações sabidamente corriqueiras à prática política”.

Segundo o advogado de Marconi Perillo (PSDB), João Paulo Brzezinski, “houve cerceamento de defesa”. Para ele, na própria sentença ela escreve que “agressões foram proferidas”, inclusive chamando Marconi Perillo de “corrupto e ladrão”. “Se ela não entende isso como danos morais, com certeza o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) vai entender”, declara o advogado de Marconi, que vai recorrer. Além disso, segundo o advogado, há outro vício na decisão da magistrada. “Ela não chamou para especificarem as provas; tinha que ter ouvido o Caiado e outras testemunhas. Houve cerceamento de defesa.”

Já o advogado de Caiado, Alexandre Alencastro Veiga Hsiung, diz que a sentença foi recebida com serenidade na medida em que “reconheceu a Ronaldo Caiado o direito constitucional de livremente manifestar suas opiniões”. Alexandre ainda disse a Rubens Salomão que as falas têm relação com o cargo ocupado e a “boa aplicação do dinheiro público”. “A sentença proferida pela magistrada presta devida homenagem à liberdade de expressão”, finaliza.

A sentença foi proferida em uma das seis ações abertas por Marconi no Tribunal de Justiça de São Paulo. Ainda faltam outras cinco ações para serem apreciadas pela Justiça.


Marconi Perillo Ronaldo Caiado TJ-SP Justiça Liberdade de Imprensa Alexandre Alencastro Veiga Hsiung João Paulo Brzezinski Briga de Rua