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Goiânia, 05/03/21
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Família pode lançar tanto o ex-prefeito Otavinho Lage como Jalles Fontoura neste ano

Grupo Otávio Lage chega aos 70 com força nos negócios e enfraquecido na política

08/01/2020 · Por Pedro Lopes

Com início em 1949, quando o ex-governador Otávio Lage (morto em 2006) inicia as atividades na fazenda Itajá, em Goianésia, o grupo Otávio Lage – formado pelas empresas Vera Cruz Agropecuária, OL Látex, Nelore OL, RVC FM e loteamento Parque das Palmeiras – completou 70 anos em 2019 com sucesso nos negócios e declínio na política. 

Nos últimos 10 anos o grupo consegue ao mesmo tempo em que amplia os investimentos no setor sucroenergético, com a inauguração da Unidade Otávio Lage e Codora Energia, perder a primeira eleição com um membro da família Lage na disputa de 2016 em Goianésia, com Jalles Fontoura (PSDB).  

Forte na condução dos negócios da família, o ex-prefeito Otavinho Lage (PSDB) é contestado pela condução da negociação da Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) no processo de corte dos incentivos fiscais promovidos pela gestão Ronaldo Caiado (DEM). 

Seu desempenho no fórum empresarial é fundamental para colocar em prática seu projeto para o governo em 2022. Plano este que distancia suas chances de buscar um terceiro mandato em Goianésia. O irmão Jalles Fontoura articula uma volta, mas enfrenta rejeição interna pela derrota de 2016 para o MDB.

Com domínio na política em Goianésia e protagonismo no Estado até a década de 90, família Lage está fora de cargos eletivos desde 2016. Com uma biografia com ex-governador (Otávio Lage), secretário da fazenda (Jalles Fontoura), prefeitos (Otavinho Lage, Jalles Fontoura), os Lage ficam onde sempre estiveram nos negócios e mais enfraquecidos na política.  


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