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Goiânia, 02/04/20
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Cristiano Borges

Ronaldo Caiado foi o único governador presente na reunião. Os outros Estados e o Distrito Federal mandaram representantes

Caiado articula e consegue liberação de R$ 71 milhões do FCO

03/12/2019 · Por Pedro Lopes

Em reunião em Brasília, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), recuperou R$ 71 milhões do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) para o ano de 2020. De acordo com a proposta apresentada pelo Banco do Brasil, no ano que vem, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul perderiam 1%  de suas verbas. Os 3%, por sua vez, seriam repassados ao Distrito Federal (DF), em função da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride).

Caiado, no entanto, apresentou na audiência, que ocorreu nessa segunda-feira (2), as consequências sociais acarretadas pela redução do montante. Por fim, durante a deliberação do Conselho, a decisão foi revertida por seis votos a cinco. O desempate foi dado pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

Com a alteração, Goiás e Mato Grosso voltaram a ter 33% dos recursos do FCO; Mato Grosso do Sul, 24%; e o Distrito Federal ficou com 10% e não com 13% inicialmente previstos. Ao apresentar seus argumentos, o governador fez algumas comparações com o número de habitantes do DF  e de Goiás, bem como o orçamento que cada ente possui na área da Saúde, por exemplo: R$ 8,2 bilhões e R$ 2,3 bilhões, respectivamente.

“O presidente Jair Bolsonaro já mostrou que não coaduna com o pensamento de ilhas de prosperidade e continentes de desigualdades. A forma de pensarmos diferente, aqui no conselho também, tem que ser agora”, disse durante a reunião. 

Após a exposição, o governador pediu que a votação fosse nominal. O vice-governador do Mato Grosso foi o primeiro a acompanhar o voto de Caiado. Os representantes do Ministério da Agricultura e de Ciência e Tecnologia no Condel/Sudeco também hipotecaram apoio à proposta do governador goiano. Com o placar empatado em 5 a 5, conforme regulamento do conselho, coube ao titular do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) dar o voto de minerva.


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