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Goiânia, 13/04/21
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Lucas Diener

Caiado destacou que a delonga em torno da questão da Previdência poderia levar Goiás a uma situação semelhante à de Estados como Rio de Janeiro

Caiado diz que déficit de R$ 2,9 bi na Previdência prejudica 7 milhões de goianos

02/11/2019 · Por Pedro Lopes

O governador Ronaldo Caiado (DEM) disse nesta sexta-feira, 01, que o déficit de R$ 2,9 bilhões na Previdência do Estado prejudica todos os 7 milhões de goianos que já nasce, segundo ele, devendo R$ 670 para o Instituto. A declaração foi ao programa “Fala Goiás em Rede” e transmitida ao vivo pela RBC FM e mais 33 emissoras em rede pelo interior, além de outras 14 que reproduzem em outros horários.

O projeto de Reforma da Previdência dos servidores do Estado, foi encaminhado pelo governador Ronaldo Caiado à Assembléia de Legislativa de Goiás, e inclui os municípios na proposta. O governador ressaltou que já não era mais possível procrastinar tais mudanças, uma vez que gestões anteriores manipularam os cálculos com servidores inativos.

"Não adianta a gente criar essas enganações, mentiras, porque as contas e a matemática mostram o resultado caótico que aconteceu. Não tem como 7 milhões de goianos ficarem trabalhando para que o Estado gaste 99% [de seus recursos] no pagamento de folha, aposentados e inativos", pontuou. Mensalmente, o Estado tem que retirar R$ 230 milhões de seus cofres para cobrir as contas dos aposentados e pensionistas, recurso que poderia ser aplicado em Educação, Saúde e Segurança Pública.

Caiado destacou que a delonga em torno da questão da Previdência poderia levar Goiás a uma situação semelhante à de Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Norte, que já não pagam mais aposentados e pensionistas, acumulando até quatro meses de atraso, com pagamentos parcelados a cada 15 dias. “Poderia eu passar o meu governo empurrando com a barriga e o desastre explodiria nas contas do próximo governador? É esta a função de um governante?", questionou, em tom de crítica. Foi justamente este sentimento de urgência em resolver a questão que fez com que Goiás fosse um dos primeiros estados a apresentar a PEC.

“Não estamos inventando nada. Como a Câmara dos Deputados não teve a coragem de assumir, nós estamos fazendo, reproduzindo exatamente o que foi aprovado na Câmara e no Senado Federal aqui na legislação de Goiás. O que, na verdade, já deveria ter sido feito. Se não foi feito, é por omissão”, argumentou Caiado.

Quanto à inclusão dos municípios, o governador ressaltou as relações republicanas que estabeleceu com os prefeitos e que não é hora de “jogos”, mas de se pensar em algo maior: o povo e a recuperação do Estado de Goiás. “Eu poderia também ter o gesto egoísta, pensando só no Estado. Mas, foi por este processo de retaliar A e B, que o Estado entrou nesse buraco que estamos vivendo hoje em dia. Se eu tivesse apenas querendo ter benefício político e desgastar os prefeitos, eu poderia dizer: ‘Cada prefeito que vá tratar no seu município’. Mas tive humildade, mesmo não tendo apoio de 90% dos prefeitos do Estado de Goiás, e nós incluímos todos os municípios na Reforma da Previdência."


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