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Goiânia, 14/10/19
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Problemas com fornecedores resultam na disponibilização de doses insuficientes a Goiás

Ministério da Saúde falha de novo e repassa poucas vacinas para Goiás

09/10/2019 · Por Pedro Lopes

Desde o início do ano, Goiás sofre com a baixa quantidade de vacinas encaminhadas para o Estado. É o caso da vacina pentavalente, com a necessidade de 300 mil doses, mas que só foram repassadas 145.695 mil unidades, isso porque o último repasse havia sido feito em julho e até o início deste mês de outubro, os estoques estavam zerados.

O Ministério da Saúde (MS) repassou 12 mil doses, o número representa apenas 45% da cota de rotina do Estado, inferior à média de consumo mensal que atualmente é de 27 mil doses. A vacina é oferecida gratuitamente pela rede pública de Saúde, faz parte do Calendário Nacional de Imunização e é aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida. A pentavalente previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e infecções causadas pela bactéria HiB (Haemóphilus influenzae tipo B).

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) divulgou nota em que reforça que a responsabilidade do Programa Nacional de Imunizaçõe é compartilhada entre o Governo Federal (por meio do Ministério da Saúde), os Estados e os Municípios, por meio das respectivas Secretarias de Saúde.

 “Os Estados, ao receberem as doses do Ministério da Saúde, se encarregam de distribuir proporcionalmente as vacinas pelos municípios. Por fim, as prefeituras se encarregam de vacinar a população nos postos de saúde. O objetivo é uma atuação conjunta para que a população fique protegida contra doenças”, enfatizou a nota. 

Já o Ministério da Saúde informou que a vacina pentavalente, adquirida por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), foi reprovada em teste de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as compras com o antigo fornecedor suspensas. A situção segundo o órgão, deve ser normalizada a partir de novembro. 

Outra vacina que continua com estoques zerados é a DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche e não é enviada desde julho. O Ministério da Saúde afirmou que a distribuição foi reduzida devido a um problema de excursão de temperatura nas doses (variação de temperatura no transporte para o Brasil). A OPAS irá avaliar a liberação do produto, para coloca-los disponíveis e regularizar a distribuição em todo o país. 


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