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Adiamento foi em decorrência de viagem

Depoimento de filho de Wesley Batista na CPI dos Incentivos Fiscais é adiado

08/10/2019 · Por Pedro Lopes

O depoimento de Wesley Batista Filho, do grupo JBS, na CPI que investiga a concessão de incentivos fiscais no Estado de Goiás, antes previsto para acontecer nesta segunda-feira, 7, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), foi transferido para o dia 14. Em mensagem repassada pelo deputado estadual Humberto Aidar (MDB), aos integrantes da comissão, o adiamento foi em decorrência de viagem. 

Oitivas 
Presidida pelo deputado Álvaro Guimarães (DEM), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Incentivos Fiscais ouviu, em sua 12ª reunião, os empresários Alberto Borges de Souza, da Caramuru Alimentos, e Sebastião Osmar Albertini, da Granol Comércio, Indústria e Exportação.

Também participaram da reunião o relator, deputado Humberto Aidar (MDB), além dos deputados Vinícius Cirqueira (Pros) e Coronel Adailton (Progressistas), como membros da CPI, além do deputado Cairo Salim (Pros).

Em suas considerações, Alberto Borges defendeu a Caramuru no mercado e importância da empresa na geração de empregos. A empresa conta com 2,6 mil colaboradores diretos, sendo 1,5 mil em Goiás e o restante trabalha em unidades do Paraná e Matogrosso. Mas devido às parcerias com empresas como Comigo, Cargil e Granol, o número de empregos diretos sobe para 7,567 mil e indiretos chega a mais de 23 mil.

Críticas 
Durante oitiva com o empresário, Humberto Aidar afirmou que a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e a Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) têm feito esforço para denegrir a imagem desta CPI, afirmando que Goiás terá o pior Natal dos últimos tempos, com desemprego e saída de indústrias do Estado. “Mas isso em nada afeta nosso trabalho. Essa tática é antiga. O senhor André Rocha, que esteve aqui, chegou a dizer que iria estampar minha cara em outdoor para denegrir minha imagem", disse.

Aidar afirmou ainda que os deputados membros da CPI não aceitarão retaliações de empresários. “Nossa intenção é terminar a CPI com respeito, mas se continuarem assim, terei graves denúncias a fazer. E, com provas. Ninguém está acima da lei. Então saibam que estamos preparados para estes desgastes. Seguiremos até o final com respeito e responsabilidade. E para quem está visitando deputados, está perdendo tempo, pois a CPI é aprovada aqui e não no Plenário. Vamos aprovar nosso relatório técnico com informações oficiais e enviar a quem de direito”, enfatizou.

Álvaro Guimarães agradeceu ao empresário por todo o trabalho prestado pela Caramuru, em Itumbiara, município que ele representa no Parlamento goiano. “Só em Itumbiara são mais de 2 mil colaboradores que dependem da Caramuru para levar comida às suas mesas. Ninguém precisa ficar com medo da CPI. Queremos conhecer melhor o setor produtivo e aproximar o Legislativo dos empresários. E seremos justos com aqueles que cumprem suas obrigações e puniremos aqueles que não cumpriram os contratos com o governo”, comentou.

Granol
O empresário Sebastião Osmar Albertini contou que a Granol Comércio, Indústria e Exportação, iniciou suas atividades em Goiás no ano de 1985. “Inicialmente queríamos comprar uma cooperativa em Paraúna, mas, em 1986, ganhamos um leilão para produção de soja e arrendamos a fábrica da Grandal, em Anápolis, para esmagar 120 toneladas de soja. Desde então, foram feitos investimentos e, em 1987, tivemos acesso ao Fomentar, que nos deu oportunidade de ampliar a indústria”, relatou.

De acordo Albertini, a incorporação da agroindústria no Estado foi um divisor de águas que transformou Goiás em estado agrícola. Ele contou que o início das atividades não foi fácil, pois o que predominava no campo era a pecuária, e as terras eram pouco produtivas.

O empresário informou ainda que a Granol depende do esmagamento de soja para a produção de biodiesel, alcançando atualmente 2,4 mil litros do produto por dia, além de 5,050 mil tolenadas de óleo comestível.

A dependência do mercado externo foi um dos pontos destacados por Albertini. “Nós precisamos rever isso. Porque se a China parar de comprar hoje, todas as agroindústrias goianas vão fechar as portas”, salientou.


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