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Goiânia, 30/03/20
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Valor é menor que a dívida que a UFG informou de R$ 21,3 milhões, e também menor que os R$ 26,8 milhões de custeio que foram bloqueados

Gestão Bolsonaro desbloqueia R$ 17,3 mi dos 35 milhões da UFG, mas valor não cobre nem dívidas da universidade

01/10/2019 · Por Pedro Lopes

O Ministério da Educação (MEC) desbloqueou R$ 32,2 milhões para universidades e institutos federais em Goiás. O valor faz parte do montante de R$ 1,99 bi bloqueado pela gestão Jair Bolsonaro (PSL). 

O valor liberado para a Universidade Federal de Goiás (UFG) receberá a maior parte do montante com R$ 17,333 milhões, sendo R$ 1,831 mi para a Universidade Federal de Catalão e R$ 2,094 para a de Jataí. O valor é menor que a dívida que a UFG informou de R$ 21,3 milhões, e também menor que os R$ 26,8 milhões de custeio que foram bloqueados. 

Em razão dos cortes orçamentários, a Universidade Federal de Goiás segue funcionando com recursos escassos e dificuldade de manutenção de serviços e aparelhos. A Lei Orçamentária Anual (LOA) havia reservado R$ 100, 1 milhão para a instituição ao longo deste ano, mas R$ 35 milhões foram bloqueados. Destes, R$ 26 milhões eram destinadas para manutenção de bolsas  e despesas de custeio como energia, água, vigilância, limpeza e manutenção predial.

Com o corte, vários servidores terceirizados já foram demitidos. Mesmo assim, a UFG acumula dívida de R$ 21, 3 milhões, conforme apresentou  o reitor Edward Madureira em assembleia com os estudantes nesta última segunda-feira, 23. Os impactos gerados na rotina da instituição são vários.

Reportagem do O Popular mostrou que a Escola de Veterinária e Zootecnia  (EVZ) teve que lacrar temporariamente a câmara fria da unidade, que acumula até 8 toneladas de resíduos biológicos e já chega a três meses sem realização da queima. Trata-se de uma força tarefa para garantir o estoque de gás emergencial. Sem o gás para a incineração, as rotinas são paralisadas.

Também não há recursos o suficiente para a compra de mais adubos e sementes, essenciais para manter o plantio de milho usado para alimentação de bovinos e equinos usados nas aulas de Veterinária. 

A paralisação de bolsas também tem afetado o rendimento de muitos estudantes, principalmente aqueles que dependem da bolsa para seguir nos estudos. Além disso, a redução do corpo de vigilantes tem afetado a dinâmica de abertura e fechamento dos prédios, que passam a ter menos funcionários para manter a fiscalização e funcionamento em ordem. 


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