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Goiânia, 17/09/19
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Neste ano, em igual período, as exportações goianas para a China baixaram 27,9%

Exportações goianas desabam e Estado perde quase R$ 1 bi em vendas, com pior período desde 2015

10/09/2019 · Por Pedro Lopes

Nos primeiros oito meses deste ano, Goiás exportou US$ 4,364 bilhões, queda de 17,45% na comparação com US$ 5,286 bilhões acumulados entre janeiro e agosto de 2018, o que correspondeu a uma perda de US$ 922,468 milhões. Para comparação, até junho deste ano, a redução havia sido de 16,25% frente aos seis primeiros meses de 2018. A informação está do jornal O Hoje. 

Outro sinal do desaquecimento da economia goiana é a estagnação das importações, que pode ser justificada tanto pela falta de pedidos de máquinas pela indústria, que está em queda há vários meses, e pela alta do dólar. Goiás importou -0,76% esse ano de US$ 2,365 bilhões para US$ 2,347 bilhões - US$ 17,891 milhões a menos - o superávit comercial do Estado despencou quase 31%, passando de US$ 2,921 bilhões para pouco menos de US$ 2,017 bilhões, ou seja, US$ 904,577 milhões de perda.

Tanto as vendas externas quanto o saldo comercial foram os mais baixos para o período desde 2015, quando o Estado havia exportado US$ 3,919 bilhões e acumulado um saldo de US$ 1,551 bilhão depois de descontadas importações de US$ 2,368 bilhões.

A retração nas compras de soja pela China ao longo do ano, num cenário que combina os efeitos da febre suína africana sobre o plantel chinês e o agravamento nas tensões comerciais entre o país asiático e os Estados Unidos, contribuiu para ampliar a retração das exportações goianas no acumulado entre janeiro e agosto, agravando a tendência de baixa do superávit comercial (exportações menos importações) de Goiás com o resto do mundo. 

A maior contribuição para a redução vertical do resultado veio exatamente da China, principal mercado de destino para as exportações goianas, respondendo por quase 38% de todas as vendas externas realizadas a partir do Estado. 

No ano passado, Goiás chegou a vender aos chineses US$ 2,276 bilhões, ou seja, algo como 43,1% de tudo o que havia exportado nos oito meses iniciais do exercício. Neste ano, em igual período, as exportações goianas para a China baixaram 27,9%, para US$ 1,641 bilhão (37,6% do total), correspondendo a US$ 635,225 milhões a menos. Isso significa que o mercado chinês foi responsável por 68,9% da redução sofrida pelo total das exportações goianas.

China
As importações de produtos chineses saltaram 54,30%, avançando de US$ 182,388 milhões para US$ 281,431 milhões, o que fez desabar o saldo comercial de Goiás com aquele país de US$ 2,094 bilhões para US$ 1,359 bilhão (35,07% a menos). Em números absolutos, o superávit goiano com a China encolheu U$ 734,268 milhões, o que representou, por sua vez, praticamente 81,2% do tombo registrado pelo saldo comercial total do Estado. 

Ainda assim, a dependência da balança comercial goiana em relação à China manteve-se elevada, denunciando ainda uma relação comercial desigual, já que as exportações para lá continuam concentradas na soja em grão, enquanto as importações apresentam uma larga participação de bens industrializados e manufaturas de maior valor agregado. Click aqui e veja mais detalhes sobre o comércio com a China. 


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