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Goiânia, 07/04/20
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Foto: Carolina Antunes/PR

O Governo Federal repassará uma verba aos estados para implementarem reformas. A projeção é de R$ 54 milhões gastos por ano, o equivalente R$ 1 milhão por escola

‘Não tem de aceitar, tem de impor’, diz Bolsonaro intenção de militarizar 216 escolas

08/09/2019 · Por Pedro Lopes

“Me desculpa, não tem de aceitar, tem de impor”. Foi o afirmou o presidente Jair Bolsonaro quando questionado pelo governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) de que algumas escolas não queriam aderir ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares.

O presidente assinou nesta quinta-feira, 5, o decreto que regulamenta o programa. Todos os estados e o Distrito Federal poderão indicar 2 escolas cada para implantar o projeto já no primeiro semestre letivo de 2020. O único requisito é que as escolas tenham  de 500 a mil alunos, do 6.º ao 9.º ano do fundamental ou do ensino médio.

A fala de Bolsonaro vai na contramão do que determina o projeto, que dá autonomia para escolas optarem por participar ou não. A meta é que 216 escolas estejam sob o projeto até 2023, com uma média de acréscimo de 54 ao ano. 

Questionado sobre a posição do presente, o ministro da Educação, Abraham Weintra reforçou que o programa é voluntário, mas afirmou que a “última palavra” para temas governantes é do Executivo.

A ideia do programa é por os militares na vanguarda das escolas, assumindo postos tanto administrativos quanto educativos, substituindo os professores, por exemplo. O critério será processo seletivo entre os militares de reserva. Os profissionais deverão ganhar 30% do salário que recebiam antes de se aposentar.

O Governo Federal repassará uma verba aos estados para implementarem reformas. A projeção é de R$ 54 milhões gastos por ano, o equivalente R$ 1 milhão por escola.


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