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Goiânia, 30/03/20
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Os cortes de 30% do orçamento destinado às universidades federais provocaram uma série de empecilhos para que a universidade termine o ano letivo

Em razão do corte de Bolsonaro, UFG suspende bolsas, editais e demite parte de funcionários terceirizados

23/08/2019 · Por Pedro Lopes

Em meio às dificuldades para manter o campus funcionando devido às restrições orçamentárias  do Governo Federal, a Universidade Federal de Goiás (UFG) anunciou por meio de comunicado medidas de racionamento. Dentre as medidas estão demissão de parte de funcionários terceirizados, como vigilantes, suspensão do fornecimento de auxílios a projetos de extensão, bem como bolsas para iniciação científica e monitoria.

Os cortes de 30% do orçamento destinado às universidades federais provocaram uma série de empecilhos para que a universidade termine o ano letivo. Segundo a instituição, o primeiro semestre foi concluído de forma árdua, com poucos recursos para custear despesas de energia, manutenção, bolsas e folha de pagamento. Os dados exibidos pela universidade apontam déficit de 69% do orçamento destinado à manutenção da UFG. 

A nota informa que foi reduzido em 45% o quadro de vigilantes não armados, e que eles poderão fazer gratuito o curso Gestão da Imagem Profissional e Qualidade no Atendimento, oferecido pela Diretoria de Acompanhamento e Desenvolvimento de Pessoas (DAD).

Abaixo, leia na íntegra do comunicado: 

A Universidade Federal de Goiás (UFG) comunica que, após os cortes no orçamento anunciados recentemente pelo Ministério da Educação (MEC), a instituição está adotando medidas para viabilizar a manutenção de suas atividades. Os editais de bolsas (extensão, iniciação científica e monitoria) para o segundo semestre foram lançados, porém o início dos projetos está condicionado à liberação do orçamento.

Outra medida de contenção de despesas foi a redução em 45% no contrato de vigias desarmados. Esses profissionais poderão fazer gratuitamente o curso Gestão da Imagem Profissional e Qualidade no Atendimento, oferecido pela Diretoria de Acompanhamento e Desenvolvimento de Pessoas (DAD).

Para continuar garantindo a segurança, prédios de órgãos administrativos e acadêmicos foram equipados com câmeras e alarmes integrados e monitorados 24 horas por dia por três centrais. Laboratórios que já possuíam controle eletrônico de acesso também foram equipados com alarmes.

Serão mantidos os vigilantes armados divididos por áreas/quadrantes, bem como incrementadas as rondas das oito equipes de vigilantes armados motorizados e de quatro viaturas patrimoniais. Acionado pelo ramal 2000 ou pelo aplicativo MinhaUFG, esse grupo tático motorizado chega ao local da chamada em até cinco minutos. Além dessa nova organização interna, o 9º Batalhão da Polícia Militar manterá uma patrulha universitária nos três períodos de funcionamento do Câmpus Samambaia.

Protocolo de colaboração

Também estão em curso discussões sobre protocolos de colaboração na área de segurança com a Guarda Municipal, com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), com a Academia de Polícia Militar, com o Batalhão de Trânsito da PMGO e com o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) para monitorar as câmeras de vias públicas e pontos de ônibus no interior do Câmpus.

A Secretaria de Promoção da Segurança e Direitos Humanos (SDH), em conjunto com a Secretaria de Tecnologia e Informação (SeTI) e a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), elaborou um projeto de ampliação do uso de dispositivos eletrônicos de segurança, de melhoria das condições de acesso (sinalização, podas de árvores e iluminação) e de novos protocolos de cooperação com as diferentes instâncias do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). O avanço na sua implementação, no entanto, também está sendo afetado pelo corte de recursos, haja vista que inviabilizou neste ano a aquisição de novos equipamentos para continuar ampliando o monitoramento eletrônico, como, por exemplo, os sistema de leitura de placas.



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