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Goiânia, 24/10/20
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Glenn Grenwald tem o apoio dos principais órgãos que regulam o exercício do jornalismo no País – entre eles, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)

Kajuru diz que, se tivesse poder, já teria colocado Glenn Greenwald na cadeia

21/08/2019 · Por Pedro Lopes

Acostumado a falar o que quer, as falas do senador Jorge Kajuru (Patriota) já não despertam tanta atenção. Por último, Kajuru conseguiu atrair atenção ao dizer que se tivesse poder já teria prendido o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, do site Intercept Brasil. Logo ele, Kajuru, que vários políticos já tentaram colocar na cadeia, inclusive Marconi Perillo - quando ele era jornalista. 

Radialista com mais de 40 anos de profissão, não foram raros os momentos em que Jorge Kajuru se utilizou de escutas telefônicas ilegais ou documentos vazados para fazer denúncias contra políticos, principalmente no período em que foi proprietário de rádio em Goiás. As denúncias, aliás, fizeram com que ele angariasse um número considerável de desafetos.

“Se eu tivesse poder já tinha botado ele na cadeia há muito tempo. O lugar de jornalista que presta este tipo de serviço é a cadeia”, afirmou Kajuru em entrevista ao portal IG. Em sua conta no Twitter, o senador repercutiu a entrevista e acrescentou: “Só levo a sério gravações autorizadas. Hackeador é bandido e lugar de bandido...”

O Intercept Brasil obteve um vasto conteúdo de mensagens trocadas entre procuradores do Ministério Público Federal integrantes da força tarefa da Operação Lava Jato e o ex-juiz da Operação e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Os diálogos evidenciam que acusação e juízo, ao arrepio da Constituição, combinaram ações, escolheram alvos, anteciparam etapas e vasculharam a vida até de ministros do STF tidos como empecilhos para o seguimento da Lava Jato. Jorge Kajuru, no entanto, se detém ao fato de que as provas foram  obtidas de forma ilegal e não ao conteúdo dos diálogos.

Glenn Grenwald tem o apoio dos principais órgãos que regulam o exercício do jornalismo no País – entre eles, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Além do Intercept, o conteúdo obtido pelo jornalista norte-americano também já foi compartilhado pela Folha de S. Paulo, Uol, El País, Bandnews FM e revista Veja. 


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