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Goiânia, 24/08/19
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O objetivo é retomar, com apoio de movimentos sociais, as manifestações de maio a favor da educação, que ficaram conhecidas como “tsunami”

Contra cortes na UFG, IFG, IF Goiano e educação básica, goianos voltam às ruas nesta terça-feira, 13

13/08/2019 · Por Eduardo Horacio

Estudantes secundaristas, do ensino universitário e da pós-graduação realizam protestos, atos e passeatas, por todo o país, nesta terça-feira, 13 de agosto, contra os cortes do governo Bolsonaro na educação. Em Goiânia, o ato de hoje será na Praça Universitária, com início às 15 horas.

O objetivo é retomar, com apoio de movimentos sociais, as manifestações de maio, que ficaram conhecidas como “tsunami”. Desde o início do ano, universidades e institutos federais perderam R$ 5,84 bilhões em verbas, ameaçando o funcionamento de alguns campi universitários, que podem ter que suspender suas atividades, a partir de outubro. A falta de recursos não atinge apenas o ensino superior, mas atinge também a educação básica. Só em Goiás, mais de R$ 9 milhões foram cortados da educação básica e R$ 16 milhões já foram cortados do ensino superior.

As restrições orçamentárias também devem atingir as pesquisas, que também podem ser paralisadas não apenas por conta do corte de 2.700 bolsas, anunciado pelo Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes), mas também pela falta de recursos para manter os laboratórios funcionando.

Os estudantes também saem às ruas contra o projeto Future-se (apelidado de “Vire-se”), apresentado pelo Ministério da Educação (MEC), que prevê a ampliação do financiamento privado no ensino superior e diminuição do investimento público, o que deve levar a um sucateamento ainda maior das universidades.

O corte de 30% nos recursos de custeio das universidades, decretado em maio pelo MEC, atingiu verbas que seriam utilizadas para pagar serviços básicos, como água, luz, limpeza, além de materiais de laboratório. “O que os reitores estão dizendo é que, até o próximo mês, muitas universidades podem parar de funcionar porque não têm recursos para pagar esses serviços básicos.”


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