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Goiânia, 24/08/19
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Reprodução/O Popular

Parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) de junho dá permissão para que o profissional volta a dar aulas na unidade

Professor inocentado se recusa a voltar a escola após ser afastado por discordar de Bolsonaro

12/08/2019 · Por Pedro Lopes

O professor de Geografia Wellington Divino, que em março foi afastado por 60 dias do Colégio Estadual Militar Américo Antunes, em São Luis de Montes Belos, desistiu de voltar a dar aulas na unidade. Segundo o jornal O Popular, o professor toma a decisão mesmo após o arquivamento do processo administrativo em que era acusado.  

Um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) de junho dá permissão para que o profissional volta a dar aulas na unidade. As reclamações contra o professor foram repassadas para a Secretaria de Educação (Seduc) no mesmo dia que ele discordou da leitura do slogan da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL): "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos". 

Afastamento
No dia 27 de fevereiro, os alunos do Colégio Estadual Militar Américo Antunes, em São Luís de Montes Belos (GO), estavam perfilados para cantar o Hino Nacional quando o diretor da unidade, o capitão da PM Eduardo Alves Pereira Filho, leu a carta enviada pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, na qual recomendava que na volta às aulas os diretores gravassem a atividade. No texto, constava o slogan de campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro.

Após o ato, o diretor da escola goiana perguntou se alguém gostaria de se manifestar. O professor de geografia Wellington Divino Pereira pediu a palavra para repreender a leitura do documento — que o próprio ministério havia corrigido um dia antes, reconhecendo o equívoco na inclusão do slogan “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos". Poucos dias depois, em 8 de março, foi emitida uma ordem de afastamento do professor da escola. Wellington ficou 60 dias fora de atividade até ser deslocado para outra unidade.


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