Poder Goiás
Goiânia, 24/08/19
Matérias
Foto: Divulgação

Segundo o Ministério Público Federal, à época da denúncia Dora Zanin narrou uma suposta entrega de propinas a Delúbio e depois mudou a versão mais de cinco vezes

Polícia Civil prende ex-vice-prefeita condenada por denúncia falsa contra Delúbio Soares

11/08/2019 · Por Eduardo Horacio

A ex-vice-prefeita de Jaguariúna pelo PSDB Maria Auxiliadora Barbosa Zanin, que acaba de ser condenada a 8 anos e 11 meses de prisão por uma falsa denúncia contra o ex-tesoureiro do PT, o goiano Delúbio Soares, foi presa preventivamente pela Polícia Civil nesta sexta-feira, 9 de agosto. Ela foi condenada, em primeira instância, em 2016, por denunciação caluniosa, quando a Justiça já fazia tentativas frustradas de notificá-la a responder pela ação penal. Quem informa é o jornal O Estado de S.Paulo.

Em razão do ‘paradeiro desconhecido’, foi decretada em 2016 sua prisão preventiva. A audiência de custódia ocorreu nesta sexta-feira, 9 de agosto, três anos depois, na 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A prisão não se deu para cumprimento de pena, já que o processo ainda tramita em segunda instância.

Mudança de versão
Segundo o Ministério Público Federal, à época da denúncia Dora Zanin narrou uma suposta entrega de propinas a Delúbio. Ela mudou sua versão diversas vezes, o que incluiu a adição de uma ‘mala no estilo 007’ com US$ 1 milhão. À época, chegou a ser aberto inquérito, e os alvos tiveram seus sigilos telefônicos quebrados.

A Procuradoria afirmou à Justiça que seus relatos culminaram “em anos de dispendiosa investigação criminal e administrativa, custeadas pelo erário público, contra pessoas que a acusada sabia serem inocentes”. Em sentença proferida em setembro de 2016, o juiz federal Alessandro Diaféria afirmou que ‘o crime de denunciação caluniosa foi praticado por três vezes’. “Isso porque, em seu primeiro depoimento, com uma única ação, a acusada ensejou a abertura de procedimento investigatório criminal e de procedimento administrativo (dois crimes em concurso formal, eis que perpetramos em desígnio único)”, disse o juiz.

“Cerca de um ano e meio depois, em nova ação, portanto, a ré acrescentou novos elementos ao seu enredo, com a participação de novos agentes, relatando inclusive ameaças, o que acarretou na abertura de procedimento de interceptação telefônica”, anotou. 


Delúbio Soares Maria Auxiliadora Barbosa Zanin Dona Zanin