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Goiânia, 02/04/20
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Ao comentar a mensagem do procurador do MPF em Goiás, Haroldo Caetano ressaltou no Twitter o conteúdo 'maniqueísta' do texto produzido por Helio Telho

Hélio Telho e Haroldo Caetano debatem atuação de promotores e juízes da Lava Jato

08/08/2019 · Por Eduardo Horacio

O conteúdo das mensagens obtidas pelo site Intercept Brasil, que coloca em xeque a legalidade de ações no âmbito da Operação Lava Jato, motiva um embate público, com troca de farpas, entre membros do Ministério Público em Goiás. Enquanto o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Hélio Telho faz uma defesa contundente do trabalho do MPF, o promotor do Ministério Público Estadual (MP-GO) Haroldo Caetano compartilha reportagens da chamada Vaja Jato e contesta publicamente o procurador.

“Não há razão jurídica ou previsão legal que sustente o afastamento de Deltan [Dallagnol, procurador chefe da força-tarefa da Lava Jato]. Há apenas interesses de quem cometeu crimes e foi atingido pela operação e que está tirando proveito da deturpação e da descontextualização midiática de mensagens criminosamente obtidas”, escreveu Hélio Telho em seu perfil no Twitter.

Ao comentar a mensagem do procurador do MPF em Goiás, Haroldo Caetano ressaltou no Twitter o conteúdo "maniqueísta" do texto produzido pelo colega. “Ou você está comigo ou você é criminoso! É o padrão Lava Jato”, rebateu o promotor do MP-GO. Haroldo Caetano é um crítico contundente dos excessos atribuídos à Operação Lava Jato.

Vaza Jato
O Intercept Brasil, sob o comando do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, obteve acesso a um extenso arquivo de mensagens, áudios e cópias de documentos trocadas entre procuradores do Ministério Público Federal que integravam (ou que integram) a força-tarefa da Operação Lava Jato. O conteúdo das mensagens alcança também o ministro da Justiça, Sérgio Moro, ex-juiz responsável pela Operação.

Ao analisar o conteúdo das mensagens, o Intercept, além de outros veículos como Folha de S. Paulo, Veja, Bandnews FM e, por último, o El País, se depararam com um flagrante abuso de autoridade pelos responsáveis pela Lava Jato. As mensagens, checadas e contextualizadas com a época em que foram produzidas, já resultaram pelo menos duas dezenas de reportagens. Com maior repercussão, a condução deliberada do processo para incriminar o ex-presidente Lula e a tentativa de barrar o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, considerado um obstáculo pelos integrantes da Lava Jato.

Integrantes da força-tarefa da Lava Jato defendem os procedimentos adotados e criminalizam o vazamento das mensagens, atacando os veículos e jornalistas que publicam o conteúdo obtido. Hélio Telho junta-se a esse grupo. Já Haroldo Caetano está ao lado daqueles que ‘farejaram’ os excessos e cobram punição pelos possíveis crimes praticados em nome da maior operação de combate a corrupção no País. 


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